Psicografia 3 – O que ELES têm a dizer…

Já faz algum tempo que não consigo produzir conteúdo de qualidade para postar por aqui. Passei por um período em que estive voltada para o encerramento do meu doutorado com  escrita da Tese, preparo de defesa e escrita de artigos. Tenho estado um tanto ocupada e sem cabeça para escrever algo que eu julgue válido para publicar no PdM.

Aproveitando uma leitura que fiz das minhas anotações de estudos, encontrei algo que achei interessante compartilhar. O tema já foi, de alguma maneira, abordado em outros textos no PdM, mas foi apresentado a mim de uma maneira tão didática que resolvi compartilhar aqui com vocês.

O texto que vou compartilhar resultou de uma conversa que tive com um amigo sobre encarnações de espíritos que causam grande abalo moral no planeta. Esse amigo expressou dúvidas sobre a existência de um controle sobre as encarnações e como funcionaria para que espíritos mal-intencionados encarnem. Respondi meio desastradamente e comparei o planeta com um jogo de xadrez, onde forças opostas delineiam e executam estratégias para traçar o direcionamento do planeta. Uma resposta bem mais completa veio em seguida, sob inspiração de um amigo espiritual.

A dúvida que ele expressou pode ser sanada ao utilizar uma simples analogia. Atente-se para a terminologia utilizada por você durante a conversa. Você falou sobre jogo de xadrez.

 

Esse planeta é composto por forças temporariamente “brancas” e “pretas”. Mas essa divisão não tem relação com bondade e maldade. Ela tem relação com sabedoria e ignorância. Não se esqueça de que o conhecimento utilizado no sentido da evolução e do progresso é a sabedoria. A falta de conhecimento determina a ignorância. A Terra é um planeta de aquisição de conhecimento e o conhecimento a ser adquirido é o conhecimento de si próprio.

 

Não se esqueça que a Terra busca em sua função primordial o desenvolvimento da consciência no que diz respeito à consciência de si mesmo. Esse tipo de planeta permite o contato com situações que desenvolvem habilidades inerentes ao espírito. Essas experiências formam aquilo que poderia ser determinado como caráter do espírito. No final do processo, cada um torna-se consciente de que é e da sua função no Todo.

 

É importante lembrar que a Terra sendo uma escola, fazem parte dela espíritos em fase de aprendizado, que ainda podem agir por simples instinto ou ainda motivados por fins que contrariam o propósito do progresso. Todas essas situações estão previstas dentro da fase de aprendizado de qualquer espírito ainda ignorante.

 

Esse aprendizado, que acontece por pilares que não estão necessariamente associados ao conhecimento de si mesmo, nem sempre é aprendido junto à ética. Alguns focam-se na aquisição de conhecimentos diversos, mas não dão importância ao que torna todos parte de um mesmo organismo social. A esses não importam valores morais, éticos ou valores que os tornem parte de um Todo. Isso leva a anomalias de comportamento como egoísmo, busca desenfreada por poder e dominação e subjugação do outro.

 

Parece que esses indivíduos contrariam a ordem geral do funcionamento da evolução na direção do progresso. Mas, na verdade, não passa de uma fase da vivência de experiências que construirão o aprendizado.

 

A encarnação de indivíduos perversos, que tornam o mundo um caos em determinadas épocas é parte desse processo de experimentação dos espíritos que constituem aquela fase de aprendizado.

 

Alguns têm motivações não muito elevadas ao encarnarem. Mesmo assim a encarnação acontece. Há sim um controle central sobre cada encarnação que acontece na Terra. A função de muitos trabalhadores é garantir que encarnações ocorram. A execução disso foge às possibilidades de esclarecimento nesse momento, mas é importante salientar que desde a encarnação de espíritos que têm motivações nobres, até aquelas daqueles que não têm as mesmas intenções são conhecidas por esse controle central.

 

Agora podemos voltar a falar em jogo de xadrez. A encarnação das peças formadas por ignorantes é contrabalanceada por peças voltadas à sabedoria. Deixar o planeta nas mãos de peças que visam a ignorância seria contraproducente, pois a ignorância não constrói. A função das peças voltadas à sabedoria é direcionar as jogadas no sentido mais produtivo para todos. Às vezes, o tabuleiro é balançado e todas as peças caem, mas aquelas que têm mais sabedoria levantam-se mais rapidamente e auxiliam a realocação das outras peças pelo tabuleiro para que o jogo se reinicie sob outra perspectiva.

(um amigo espiritual)

Lulu está se dedicando em tempo integral para formar-se cientista e está estudando nas horas vagas para melhor compreender os fenômenos espirituais e mediúnicos. Ela escreve neste blog para tentar compartilhar um ponto de vista mais racional sobre o espiritualismo e suas correntes. Lulu está também no Facebook (Lulu Papo de Médium) e no Twitter (@Lulu_PdM).

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