Sobre caridade

Olá, caro(a)s leitore(a)s!

hoje eu gostaria de falar sobre uma joia moral que, quando praticada de maneira sincera, pode mudar todo a realidade ao nosso redor: a caridade. Ao buscarmos a palavra-tema deste post no dicionário, provavelmente encontraremo-la junto a palavras como amor, benevolência, bondade e compaixão, assim como da palavra esmola. Esta última, apesar de ser bastante associada à caridade, representa a menor parte dela. Emmanuel em O Consolador, questão 256, diz que “a esmola material (…) é índice de ausência de espiritualização nas características sociais que a fomentam”.

A resposta à questão 886 d’O Livro dos Espíritos atribui o seguinte sentido à caridade: “Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas”. A caridade é, portanto, uma virtude contrária ao egoísmo, voltada para o bem coletivo, amor ao próximo, altruísmo e abnegação. O ato de fazer caridade não está somente ligado à doação de bens materiais, mas também está associado à doação de tempo, atenção, amor, conhecimento, perdão e outros bens não materiais os quais somos capazes de compartilhar com qualquer ser, encarnado ou não, sem esperar qualquer reação em troca, nem mesmo gratidão. A caridade deve ser uma ação verdadeira, que parte de dentro para fora com os únicos objetivos de dar e dar, nunca de dar e receber. O que, porventura, é recebido em troca, seja material ou não, deve ser convertido em incentivo para sempre continuarmos a doar.

Antes de continuar, gostaria de convidá-los a assistir aos dois vídeos abaixo, referentes a duas ações publicitárias de grande destaque nas redes sociais:

O primeiro vídeo representa a prática da caridade em sua essência. A doação pela simples oportunidade, em situações corriqueiras, de melhorar a vida dos seres (humanos ou não) ao redor. Já o segundo vídeo, de maneira complementar ao primeiro, mostra a cadeia de boas ações geradas a partir de ações simples de caridade, em forma de gentileza; o vídeo exemplifica de maneira simples, mas não desimportante, a cadeia de ações gerada por um simples ato de auxílio a alguém ao redor.Os dois vídeos juntos dão forma à necessidade da caridade como hábito e exemplificam de maneira didática e clara a famosa frase de Mahandas K. Ghandi, mais conhecido como Mahatma Ghandi, que diz que nós devemos ser a mudança que queremos ser no mundo.

Nos vídeos, o resultado daquelas ações é mostrado como uma satisfação gerada ao presenciar a felicidade alheia ou um ato de gentileza e benevolência que retorna ao homem do início do vídeo por outras mãos após ele ter iniciado a cadeia de ações. Essas seriam as consequências mais imediatas e próximas originadas a partir de ações benevolentes despretensiosas. Imaginemos que essa cadeia de ações mostrada no segundo vídeo seja gerada a partir de cada uma das ações realizadas pelo moço do primeiro vídeo; que cada uma daquelas pessoas que receberam o auxílio do rapaz passem a auxiliar outras pessoas e assim sucessivamente. Com o passar do tempo, mais e mais pessoas estariam dispostas a praticar pequenas ações benevolentes, tornando o convívio social mais agradável. Isso sem entrar no mérito de melhorias sociais, caso os atos benevolentes potencializem-se.

Pensando melhor, acho que entrei em contradição. No início do texto eu disse que não devemos esperar nada em troca quando realizamos um ato de caridade. Acho que menti! Devemos esperar algo sim: um mundo melhor.

Fico por aqui com uma bela mensagem do apóstolo Paulo:

“Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade, e vossa consciência vos responderá; não somente ela vos evitará de fazer o mal, mas vos levará a fazer o bem: porque não basta uma virtude negativa, é preciso uma virtude ativa; para fazer o bem é preciso sempre ação da vontade; para não fazer o mal basta, frequentemente, a inércia e a negligência.” (PAULO, apóstolo, Paris, 1980 – O Evangelho Segundo o Espiritismo).

Fiquem bem, meus queridos!

 

Referências:

– Kardec, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile. Araras, SP, IDE, 365 ed, 2009.

– Kardec, A. O Livro dos Médiuns. Tradução de Salvador Gentile. Araras, SP, IDE, 85 ed, 2008.

– Xavier, C. O Consolador / Pelo espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 28 ed, 2011. (Livro Psicografado, publicado em 1940).

Lulu está se dedicando em tempo integral para formar-se cientista e está estudando nas horas vagas para melhor compreender os fenômenos espirituais e mediúnicos. Ela escreve neste blog para tentar compartilhar um ponto de vista mais racional sobre o espiritualismo e suas correntes. Lulu está também no Facebook (Lulu Papo de Médium) e no Twitter (@Lulu_PdM).

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